Política
Lula sente o gosto amargo da rejeição:
Pesquisa da AtlasIntel aponta vantagem de Bolsonaro em cenário para 2026

Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (8 de julho) pela AtlasIntel acendeu um alerta vermelho no Planalto: se as eleições presidenciais fossem hoje, Jair Bolsonaro (PL) teria 46% das intenções de voto, contra 44,4% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora tecnicamente empatados dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o recado das urnas simuladas é claro — a força da oposição não apenas sobreviveu, como avança.
Mais do que um número, o levantamento escancara o desgaste de um governo que prometeu pacificar o país, mas mergulhou em narrativas polarizadoras e velhas estratégias de confronto. Lula, que voltou ao poder prometendo diálogo, encontra agora uma população mais crítica, mais atenta, e — principalmente — menos disposta a cair em promessas vazias.
Mesmo inelegível, Bolsonaro segue como um ponto de coesão de um eleitorado que se sente traído pelas prioridades do atual governo. A pauta econômica tropeça, o discurso social já não emociona como antes, e a sensação de que o Brasil estagnou se espalha. A oposição, ao contrário, se reorganiza, projeta novos nomes, e encontra no sentimento popular um terreno fértil para crescer.
O resultado da pesquisa não é apenas um susto: é um prenúncio. Lula, se quiser sonhar com a permanência no poder em 2026 — ou ao menos com um sucessor competitivo —, terá que enfrentar uma dura realidade: o Brasil de hoje não é mais o de 2003. E a memória do eleitor é menos afetiva do que se imagina.































