Política
Carlinhos Sobral diz que não fará “campanha de última hora”, amplia bases na Bahia e se apresenta como aposta do MDB para fortalecer Itapetinga
Em entrevista ao Podcast da Rádio Fascinação FM 92.3, pré-candidato a deputado estadual afirma que já percorre a Bahia há mais de 14 meses, exalta parceria com Eduardo Hagge, defende articulação antecipada por recursos e projeta dobradinha com Jayme Vieira Lima para ampliar a força política de Itapetinga

Em uma entrevista de forte conteúdo político e clara sinalização estratégica para 2026, o pré-candidato a deputado estadual pelo MDB, Carlinhos Sobral, deixou uma mensagem objetiva: sua pré-campanha não começou agora, nem será construída de improviso. Ex-prefeito de Coronel João Sá, ele afirmou que já roda a Bahia há mais de um ano, consolidando apoios, conhecendo realidades regionais e se posicionando como um nome que quer chegar à Assembleia Legislativa com base política, experiência administrativa e capacidade de articulação.
A participação de Sobral foi ao ar no Podcast da Rádio Fascinação FM 92.3, programa exibido de segunda a sexta-feira, das 19h às 21h, com apresentação de Maurício Gomes e César Soares, além da análise política de Flávio Ferraz. Na conversa, o emedebista não apenas falou de sua trajetória, mas tratou de temas centrais para a política regional: construção de base, alianças partidárias, agronegócio, representação territorial e, sobretudo, da relação já consolidada com o prefeito de Itapetinga, Eduardo Hagge, empossado em janeiro de 2025.
Sobral sustentou que sua candidatura foge do improviso eleitoral. Segundo ele, o diferencial de sua caminhada é justamente ter começado cedo, visitando municípios, ouvindo lideranças e buscando conhecer de perto as demandas de cada região. A fala passa uma mensagem política direta: quem pretende representar a Bahia precisa primeiro compreender a Bahia real.
“A gente não tá chegando de última hora.”
“Hoje, a gente pode se dizer um candidato de boa parte da Bahia.”
“Eu acho que meu crescimento vem de eu ser verdadeiro, de eu ser o que eu sou.”
A entrevista também mostrou um Carlinhos Sobral empenhado em consolidar seu nome em Itapetinga e no Médio Sudoeste. Ao citar o prefeito Eduardo Hagge, vereadores, secretários e lideranças locais, o pré-candidato procurou transmitir proximidade com o município e familiaridade com os gargalos da cidade. Mais do que pedir apoio, tentou demonstrar que já possui leitura política e administrativa do que Itapetinga precisa para avançar.
Nesse ponto, Sobral construiu uma linha de discurso muito clara: ele se apresenta como alguém que já atua antes mesmo de ter mandato. Ao lembrar a ida de Eduardo Hagge a Brasília, o pré-candidato afirmou que colocou sua experiência política a serviço da gestão municipal, acompanhando agendas, abrindo portas e ajudando a buscar investimentos para áreas como saúde, drenagem e saneamento. Ao mesmo tempo, reforçou a ideia de que, com mandato, essa capacidade de articulação seria ainda maior.
“Eduardo não foi a Brasília e voltou de mãos vazias.”
“Mesmo sem mandato, já estamos ajudando a abrir caminhos para Itapetinga.”
“Com mandato, as possibilidades se ampliam ainda mais.”
A fala de Sobral dialoga com um sentimento recorrente na política regional: a necessidade de representantes que não apareçam apenas em época de eleição, mas que construam presença institucional, acesso aos gabinetes e trânsito entre os centros de decisão. Ao se colocar como ponte entre Itapetinga e Brasília, o pré-candidato tenta ocupar justamente esse espaço.
Outro eixo central da entrevista foi a defesa enfática da gestão Eduardo Hagge. Sobral adotou um tom de confiança e paciência política, argumentando que uma administração não se mede pelo primeiro ano, mas pelo conjunto do mandato. Em sua avaliação, 2025 foi um período de reorganização, formação de equipe e superação de problemas herdados, enquanto 2026 seria o momento em que os resultados começariam a aparecer com mais força. A fala funciona como respaldo político à atual gestão e, ao mesmo tempo, como construção de um palanque alinhado.
“Mandato não se avalia por um ano, se avalia pelos quatro.”
“2025 foi para organizar a casa; 2026 é o ano em que a gestão começa a engrenar.”
“Eduardo tem tudo para fazer uma grande gestão.”
Sobral ainda enumerou demandas que enxerga para o município, como pavimentação, calçamento, iluminação e intervenções em trechos estratégicos da cidade. A mensagem implícita é política: ele quer demonstrar que não enxerga Itapetinga apenas como reduto eleitoral, mas como cidade com agenda concreta de obras e investimentos.
No campo partidário, a entrevista também reforçou a construção de uma dobradinha política entre Carlinhos Sobral, para deputado estadual, e Jayme Vieira Lima, para deputado federal, nome ligado ao MDB baiano e que anunciou recentemente sua pré-candidatura à Câmara Federal após deixar a presidência da CERB. Sobral tratou a parceria como estratégica, elogiou Jayme e afirmou que Itapetinga poderá ganhar força tanto na representação estadual quanto na federal caso a composição avance.
“Itapetinga pode ser muito bem representada no âmbito estadual e federal.”
“Somos dois nomes jovens, com disposição para trabalhar e ajudar a gestão.”
A entrevista ganhou ainda mais densidade quando entrou no tema do agronegócio. Neste trecho, Carlinhos Sobral falou menos como político e mais como alguém que quer credencial de identidade com o interior produtivo da Bahia. Ao destacar que vem de uma família de produtores rurais e que sua fazenda é centenária, o pré-candidato buscou associar sua imagem ao campo, à pecuária e à agricultura. Foi uma forma de se conectar diretamente com Itapetinga, cidade cuja economia e identidade histórica guardam forte relação com o agronegócio e com a Exposição Agropecuária, que em 2026 integra o calendário baiano entre 14 e 24 de maio, segundo o governo estadual.
“Minha profissão de alma é ser agropecuarista.”
“Eu me identifico com Itapetinga porque é uma cidade que respira pecuária.”
Essa conexão com o setor agropecuário tem peso político. Em ano pré-eleitoral, a Exposição de Itapetinga volta a ser vitrine de articulações, encontros e sinalizações de força no interior. Sobral deixou claro que pretende manter presença no município e acompanhar de perto esse ambiente em que economia, tradição e política se misturam de forma decisiva. A 54ª edição do evento também aparece em agendas públicas do setor agropecuário para maio de 2026.
No aspecto mais amplo da disputa, a entrevista revela um movimento calculado do MDB: preencher chapas, ampliar presença no interior e apostar em nomes com musculatura regional para fortalecer o partido em 2026. Sobral se encaixa nessa lógica ao tentar unir lastro municipalista, experiência executiva e uma agenda de interiorização da campanha.
Ao final, a impressão deixada pela entrevista é nítida: Carlinhos Sobral quer se apresentar não como um aventureiro eleitoral, mas como um nome em construção, já testado na gestão pública, com trânsito político e discurso focado em compromisso, palavra e entrega. Em um cenário cada vez mais competitivo, ele aposta na combinação entre presença territorial, articulação institucional e alinhamento com lideranças como Eduardo Hagge e Jayme Vieira Lima para transformar pré-campanha em densidade eleitoral.
































