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Política

Atlas acende sinal vermelho para Lula: desaprovação chega a 53,8% e amplia pressão sobre reeleição

“Com 53,8% de desaprovação e mais da metade dos brasileiros avaliando a gestão como ruim ou péssima, levantamento acende alerta no Planalto e fortalece o discurso de mudança da oposição.”

A mais recente pesquisa Atlas/Bloomberg traz um sinal de alerta para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para seu projeto de reeleição. Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (10), 53,8% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, enquanto apenas 43,7% aprovam a atual administração. Outros 2,5% não souberam ou não responderam.

O dado que mais chama atenção é a evolução negativa do indicador. No levantamento anterior, a desaprovação estava em 52,9% e a aprovação em 45,4%. Agora, a desaprovação avançou para 53,8%, enquanto a aprovação recuou para 43,7%.

A avaliação direta da administração também apresenta um quadro difícil para o Palácio do Planalto. Segundo a Atlas, 50,8% classificam o governo Lula como ruim ou péssimo, contra 38,3% que o consideram ótimo ou bom. Outros 10,8% avaliam a gestão como regular.

Politicamente, os números representam um obstáculo considerável para um presidente que busca permanecer no Palácio do Planalto. Uma coisa é disputar uma eleição com a força da máquina e o peso de quem ocupa a Presidência; outra é chegar à corrida eleitoral carregando uma desaprovação superior a 50%.

O quadro ganha ainda mais importância diante de uma disputa presidencial que vem apresentando forte equilíbrio entre Lula e Flávio Bolsonaro. Se a insatisfação registrada pela Atlas permanecer ou continuar crescendo, a oposição terá um terreno eleitoral cada vez mais favorável para transformar a rejeição ao governo em voto por mudança.

Para Lula, portanto, o desafio não está apenas em enfrentar Flávio Bolsonaro. Está também em recuperar uma parcela expressiva do eleitorado que hoje demonstra insatisfação com sua administração.

Sem uma mudança perceptível na avaliação do governo, a tendência apontada pelos números é de uma eleição extremamente difícil para o atual presidente. E, numa disputa apertada, uma desaprovação de 53,8% pode representar um peso decisivo nas urnas.

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