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Itapetinga: secretário Washington Maciel detalha cronograma do Minha Casa, Minha Vida, reforça critérios de seleção e comenta situação do Hospital Virgínia Hagge
Entrega de 200 moradias está prevista entre setembro e outubro; inscrições superaram 5,2 mil. Em entrevista, Maciel também apresentou orientações sobre aluguel social, kits maternidade e cestas básicas, além de ler nota da Procuradoria sobre a desapropriação do Hospital Virgínia Hagge

Em entrevista ao programa Na Boca do Povo – Especial de sábado, o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Washington Maciel, fez um panorama de ações e programas sociais em andamento em Itapetinga, com destaque para o Minha Casa, Minha Vida, a rede de benefícios eventuais e a repercussão jurídica envolvendo o Hospital Virgínia Hagge..
Minha Casa, Minha Vida: 200 casas e previsão de entrega
Segundo o secretário, o município contará com 200 unidades habitacionais em fase avançada de execução, com previsão de entrega entre setembro e outubro — período que pode sofrer variações por fatores naturais de obra, como chuvas. Maciel informou que o empreendimento é dividido em dois residenciais (I e II), sendo que o primeiro já apresenta imóveis em fase de acabamento, com unidades praticamente prontas.
O secretário também confirmou que a entrega será total, contemplando as 200 casas no mesmo horizonte de prazo.
Alta demanda: mais de 5.200 inscrições
Um dos pontos que chamou atenção na entrevista foi o volume de interessados. De acordo com Maciel, o município registrou mais de 5.200 inscrições para apenas 200 moradias, o que torna o processo altamente seletivo.
Critérios de prioridade e validação dos dados
Maciel explicou que a seleção segue critérios estabelecidos pela Caixa Econômica Federal, com foco em perfis prioritários, como:
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Mulheres chefes de família e famílias com maior número de dependentes
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Idosos (com reserva percentual)
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Famílias com pessoas com deficiência (PCD) e crianças atípicas (como TEA e TDAH), com necessidade de laudos e CID
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Famílias atingidas por enchentes, incluindo beneficiários de aluguel social
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Moradores de áreas de risco, com validação técnica (Defesa Civil)
Sobre o receio de “jeitinho” e influência política, o secretário afirmou que a orientação do prefeito Eduardo Hagge foi de máxima transparência, evitando interferência de agentes públicos no resultado. Ele destacou que, após a inserção dos dados no sistema, há cruzamentos com bases oficiais (como Receita Federal, INSS e sistemas bancários), e eventuais divergências podem levar a comprovação documental ou desclassificação.
Novas casas e ampliação do programa
Durante a conversa, Maciel confirmou que existe previsão de mais 200 moradias em outra área do município (região de saída para Macarani), aguardando trâmites com a Caixa e a empresa responsável, além da formalização das etapas para novo período de inscrições.
Aluguel social: quem tem direito e como solicitar
O secretário orientou que o aluguel social é um benefício eventual e passa por avaliação técnica via CRAS (no bairro de residência do solicitante). O benefício é temporário, geralmente por três meses, podendo ser prorrogado conforme avaliação social.
Atualmente, segundo Maciel, o município mantém cerca de 45 aluguéis sociais ativos, com novos pedidos em análise. O valor citado foi de R$ 250, com discussão interna para atualização da lei municipal de benefícios eventuais.
Em casos específicos de violência doméstica, o secretário informou que, mediante encaminhamento e documentação, pode haver auxílio ampliado, e orientou que as vítimas procurem o CRM (Centro de Referência da Mulher) e a rede socioassistencial.
Cestas básicas e segurança alimentar
Maciel também falou sobre o atendimento a famílias em insegurança alimentar, com concessão mediante visita e avaliação técnica. Segundo ele, Itapetinga avançou na organização da política de segurança alimentar e está inserida no SISAN, o que permite ampliar parcerias e buscar apoio de outras esferas.
O secretário afirmou que, em média, o município tem distribuído cerca de 200 cestas por mês, chegando a 260 no mês anterior, e que janeiro já contabilizava dezenas de atendimentos.
Kits maternidade e acompanhamento familiar
Outro tema abordado foi o kit maternidade, destinado a gestantes em vulnerabilidade e associado ao acompanhamento social, incluindo pré-natal regular. A quantidade mensal varia conforme a demanda em cada CRAS.
Hospital Virgínia Hagge: nota da Procuradoria e “compromisso de solução”
Antes de entrar no tema habitacional, Maciel leu uma nota da Procuradoria do Município, assinada pela procuradora Rosânia Oliveira de Deus, sobre a situação jurídica envolvendo a desapropriação do imóvel onde funciona o Hospital Virgínia Ág.
O documento descreve uma cronologia processual e aponta perda de prazos e falhas formais em etapas anteriores, reforçando que a gestão atual afirma estar adotando medidas para garantir que a população não fique desassistida e que o hospital não será interrompido, ao mesmo tempo em que busca uma solução definitiva e transparente.
Ao final do debate, foi defendida a necessidade de encaminhamento prático para resolução, com diálogo e definição de parâmetros — especialmente quanto à regularização e eventual indenização — para evitar prejuízos ao serviço público de saúde.

































