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” Mais um golpe na CPI ” AstraZeneca nega trabalhar com Davati..

Suposto representante da Davati diz que Ministério da Saúde queria sobrepreço de US$ 1 por dose

30.jun.2021 (quarta-feira) – 10h17
atualizado: 30.jun.2021 (quarta-feira) – 15h18

A AstraZeneca informou nesta 3ª feira (30.jun.2021) o Poder360 que vende sua vacina contra a covid-19 diretamente a governos e organismos multilaterais. Não entrega ao setor privado nem tem intermediários nessas operações. No Brasil, suas vendas estão baseadas em “acordos negociados com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e o governo brasileiro”.

“Atualmente, todas as doses de vacina são ofertadas com base em acordos assinados com governos e organizações multilaterais do mundo todo, inclusive o Covax facility”, afirmou a AstraZeneca por meio de sua assessoria de imprensa. “Por isso, a AstraZeneca atualmente não oferta vacina por meio do mercado privado nem trabalha com intermediários no Brasil“, completou.

ENTENDA O CASO
Luiz Paulo Dominguetti Pereira, suposto representante da empresa Davati, afirmou à Folha de S. Paulo que o então diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, pediu propina de US$ 1 por dose. O ministério anunciou a demissão de Dias horas depois das acusações se tornarem públicas. A exoneração foi publicada nesta 4ª feira (30.jun).

Davati teria oferecido 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca, com uma proposta inicial de US$ 3,5 por dose. Dias o teria pressionado para incluir propina de US$ 1 por dose no acordo.

A quantidade de vacinas da AstraZeneca supostamente negociada por Davati é quase o dobro do total que o Ministério da Saúde comprou através da Fiocruz.

NEGOCIAÇÕES DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
O governo fechou uma encomenda tecnológica com a AstraZeneca em setembro (arquivo do contrato de 9,8 MB). Inicialmente, a Fiocruz iria produzir 100,4 milhões de doses com insumos importados da AstraZeneca, e depois fabricaria mais 110 milhões de doses de forma independente.

Mas a fundação reduziu a quantidade a ser produzida de forma autônoma em mais da metade metade. A outra parte será feita com insumos importados. O governo também fechou acordo para importar 12 milhões de doses prontas para uso da Índia, na tentativa de adiantar a vacinação.

O Ministério da Saúde fechou mais de um contrato com alguns fornecedores, como a Pfizer e o Instituto Butantan (que disponibiliza a CoronaVac). No entanto, os contratos individuais nunca ultrapassaram 100 milhões de doses.

A tabela abaixo, do início do mês, apresenta os quantitativos já negociados pela pasta:

Reprodução/Ministério da Saúde – 9.jun.2021

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