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LULA QUESTIONOU URNAS ELETRÔNICAS E PROPÔS COMPROVANTE IMPRESSO EM 2002

Fonte: Política Livre

O ano é 2002, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que seria eleito presidente da República em outubro daquele ano, questiona a credibilidade da urna eletrônica.

A declaração de Lula, registrada pelos principais jornais em suas edições impressas de 6 de junho, foi resgatada por aliados de Bolsonaro nesta terça-feira (19).

Em junho de 2002, quando estava em pré-campanha, Lula levantou dúvidas sobre as urnas eletrônicas, segundo registra reportagem da Folha. “Nada é infalível, só Deus. Vamos pegar o que aconteceu aqui, quantas denúncias já foram feitas de defunto que vota, de cidades que têm mais eleitores do que habitantes”, disse ele.

Procurada pela reportagem sobre a fala do petista na época, a assessoria de Lula respondeu que a segurança da urna ficou provada.

“É uma matéria de 2002. Desde então ficou mais que provada a confiabilidade do sistema, que não tem questionamentos em toda a sua história. Os votos são registrados por urna e a soma de urnas pode ser checada”, afirma em nota.

Ainda segundo as reportagens da época, Lula disse não saber se a urna poderia ser manipulada ou não e afirmou que a desconfiança aumentou após uma fraude no painel eletrônico do Senado ocorrida no ano anterior.

De acordo com reportagem do jornal O Globo, a solução de Lula contra possíveis fraudes foi explicada por ele: “O eleitor vota, a máquina dá um tíquete igual ao de um caixa de supermercado, e o papel é depositado numa urna. Em caso de desconfiança é só conferir”.

No ano passado, porém, Lula criticou o voto impresso. “Voto impresso é voltar pra época dos dinossauros. Se fosse possível roubar na urna eletrônica, jamais um metalúrgico teria sido eleito presidente da República”, publicou.

Quando falou com a imprensa sobre as urnas em 2002, em Paranapiacaba (SP), Lula criticou sobretudo a participação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) no processo eleitoral, dizendo ser um absurdo.

À Folha explicou que o Cepesc (Centro de Pesquisas em Segurança das Comunicações), ligado à agência, detinha “o controle do programa de segurança da urna, que protege os dados dos disquetes contendo o resultado da votação no transporte entre a seção eleitoral e o local de apuração”.

Na resposta dada aos questionamentos das Forças Armadas neste ano, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) fala sobre o papel do Cepesc, que “foi escolhido desde o início da implantação do voto eletrônico no Brasil para a implementação de biblioteca criptográfica responsável por assegurar a troca de informações entre diversos sistemas eleitorais”.

“Tal biblioteca, implementada em software, é a que tem maior abrangência e provê primitivas criptográficas de assinatura digital e verificação, além da cifração e decifração de dados. O Cepesc foi escolhido por defender o uso de criptografia de Estado, produzida dentro do país e por órgãos governamentais, com o objetivo de assegurar a segurança das comunicações e, no caso, da integridade do voto eletrônico e dados correlatos”, diz o texto da corte.

O jornal O Estado de S. Paulo também registrou a fala de Lula sobre as urnas e a Abin, destacando sua menção ao então presidente do TSE, Nelson Jobim.

“Não sei se o ministro [Jobim] tem desconfiança da lisura do processo eleitoral. Como ministro do Supremo Tribunal Federal, ele deveria ser o primeiro a garantir a lisura e que ninguém quer a Abin fiscalizando nada. […] O meu medo é que a Abin, ao invés de fiscalizar as eleições, fique fiscalizando a vida dos candidatos, obviamente de oposição. […] A sociedade pode controlar e, se tivesse de ter fiscalização, não deveria ser do setor de inteligência do governo”, disse Lula.

Nesta terça, a reportagem da Folha de 2002 com os questionamentos do ex-presidente ao voto eletrônico foi postada pelos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Filipe Barros (PL-PR).

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