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Exclusão de Salvador de cidades prioritárias para 2024 pelo PT explica demora em anúncio de Geraldo Jr.

Fonte: Política Livre

Apesar da frustração geral dos partidos com o resultado ontem da reunião do Conselho Político do governo petista, que acabou postergando a escolha do candidato do grupo a prefeito de Salvador, a demora não surpreende o PT nem as demais siglas da federação – PCdoB e PV.

Afinal, as lideranças petistas estão cansadas de saber que a capital baiana não está inscrita entre as prioridades do partido para as eleições municipais do próximo ano, o que acaba impactando nas tratativas para a escolha do candidato em Salvador.

É o contrário do que acontece com Vitória da Conquista, Feira de Santana e Camaçari, além de Lauro de Freitas. Nas três grandes cidades, com mais de 100 mil eleitores, diferentemente do que acontece na capital, como tem candidatos competitivos, o PT acredita que o grupo pode vencer as eleições.

Em todas elas, os candidatos são conhecidos e já estão a postos, dependendo apenas de alguns ajustes e articulações com as forças locais para que possam oficialmente assumir a liderança de suas campanhas.

No caso de Lauro de Freitas, em que o candidato da prefeita Moema Gramacho (PT), Vidigal Cafezeiro, não inspira confiança eleitoral, a idéia do governo é dar a ela todo o gás para não perder o controle da cidade.

Todos os municípios definidos como prioritários são vistos com essenciais para o plano de reeleição do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em 2026, o que não acontece com Salvador, onde a liderança do prefeito Bruno Reis e de ACM Neto é vista como imbatível.

Hoje, o maior prejudicado com a decisão do partido-chefe da coalizão governista de não se esforçar para acelerar a decisão na capital é o vice-governador Geraldo Jr., candidato do MDB à Prefeitura, já que, nos bastidores, obteve a promessa da cúpula petista de substituir o deputado estadual Robinson Almeida (PT) na corrida pela Prefeitura.

Apesar de o emedebista contar com a simpatia do senador Jaques Wagner e do governador, o desejo de ambos de acolher sua candidatura tem se mostrado insuficiente para que o processo seja acelerado e ele anunciado como candidato.

“Vocês não estão enxergando que a demora em que os assuntos são definidos se deve ao fato de que o PT não está nem aí para Salvador?”, questiona um líder municipal petista, dizendo que o desinteresse abate naturalmente Robinson, mas é muito pior para o vice-governador.

Exatamente porque, diferentemente do petista, cujos dias são contados nos dedos para que desista da disputa por falta de estrutura e apoio do governo, no fundo Geraldo Jr. virou a única aposta do grupo governista para concorrer ao Palácio Thomé de Souza.

As vantagens para o petismo de jogar com o emedebista são inúmeras: o senador e o governador não vão ter que levantar fundos para a sua campanha e ainda poderão se livrar de qualquer pressão do MDB para indicá-lo vice de novo na reeleição de Jerônimo, que vai liderar uma chapa em que as posições serão disputadas a tapa.

A avaliação sobre a sucessão em Salvador e no interior faz parte do projeto eleitoral do PT para o Estado da Bahia, amplamente discutido pela direção regional petista. Segundo o plano traçado pelo comando partidário, nas cidades menores a prioridade é também manter o partido onde ele já se encontra no poder.

Pelos cálculos petistas, a luta será travada em 44 municípios – 39 nos quais os prefeitos foram eleitos pela legenda em 2020 e 

Nas demais localidades, o partido do governador deve adotar uma postura mais política, apoiando os nomes que sejam mais competitivos no grupo de agremiações aliadas.

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