{"id":12818,"date":"2024-11-30T19:55:11","date_gmt":"2024-11-30T22:55:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.programapodcast.com.br\/v1\/?p=12818"},"modified":"2024-11-30T19:55:11","modified_gmt":"2024-11-30T22:55:11","slug":"taxa-de-mortalidade-infantil-da-bahia-e-a-9a-maior-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.programapodcast.com.br\/v1\/2024\/11\/30\/taxa-de-mortalidade-infantil-da-bahia-e-a-9a-maior-do-brasil\/","title":{"rendered":"Taxa de mortalidade infantil da Bahia \u00e9 a 9\u00aa maior do Brasil"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Tahoma\"><span style=\"font-size: large\"><span style=\"color: #000000\">A Bahia possui a 9\u00aa maior taxa de mortalidade infantil do Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (29), em 2023, a cada mil nascimentos, cerca de 14,5 crian\u00e7as com menos de 1 ano de idade foram a \u00f3bito no estado. No entanto, o problema n\u00e3o \u00e9 restrito aos baianos, mas a uma disparidade econ\u00f4mica regional, uma vez que as unidades federativas do Norte-Nordeste ocupam as dez primeiras posi\u00e7\u00f5es do ranking.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Tahoma\"><span style=\"font-size: large\"><span style=\"color: #000000\">De acordo com a pesquisa, a Bahia teve uma redu\u00e7\u00e3o de 0,6 em rela\u00e7\u00e3o aos dados de 2022, quando a mortalidade constava como 15,1 a cada mil nascimentos. Ainda assim, a m\u00e9dia do estado \u00e9 maior que a do Brasil, que contabiliza 12,5 mortos na mesma categoria. Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, o estado de Roraima leva o primeiro lugar, com uma taxa de 22,3, enquanto Santa Catarina fica em \u00faltimo, com 8,8.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Tahoma\"><span style=\"font-size: large\"><span style=\"color: #000000\">O problema, segundo a pneumologista pedi\u00e1trica e paliativista infantil Wendy Nozela, \u00e9 de \u00e2mbito nacional e possui um fator socioecon\u00f4mico. Ela explica que algumas mortes t\u00eam fatores incontorn\u00e1veis, como anomalias gen\u00e9ticas, mas que a maioria dos casos pode ser evitada. \u201cNa Europa, a m\u00e9dia \u00e9 de tr\u00eas. O problema \u00e9 que as regi\u00f5es do pa\u00eds s\u00e3o desiguais tanto na distribui\u00e7\u00e3o de leitos e de recursos como no acesso da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade\u201d, declara.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Tahoma\"><span style=\"font-size: large\"><span style=\"color: #000000\">O contexto racial brasileiro, que carrega marcas da escravid\u00e3o, como enfatiza Umeru Bahia, doutor em Ci\u00eancias Sociais pela Universidade Federal da Bahia (UFBa), tamb\u00e9m contribui para a morte dos pequenos. \u201cO racismo estrutural estabelece severas restri\u00e7\u00f5es e p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es sociais aos negros e ind\u00edgenas, com agravamento de todas as mazelas e riscos sociais. O racismo institucional gera tamb\u00e9m o racismo ambiental que vulnerabiliza e imp\u00f5e riscos iminentes \u00e0 popula\u00e7\u00e3o vitimada\u201d, reitera.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Tahoma\"><span style=\"font-size: large\"><span style=\"color: #000000\">As causas para a morte de rec\u00e9m-nascidos t\u00eam mudado de perfil nos \u00faltimos anos, conforme aponta Rita Mira, chefe do Servi\u00e7o de Pediatria do Hospital Santa Izabel. Ela revela que, ao longo dos anos, a diarreia, desnutri\u00e7\u00e3o e desidrata\u00e7\u00e3o t\u00eam sido substitu\u00eddos por acidentes, falta de assist\u00eancia no per\u00edodo perinatal e doen\u00e7as infecciosas. \u201c\u00c9 importante que a preven\u00e7\u00e3o seja feita por especialistas na inf\u00e2ncia, n\u00e3o m\u00e9dicos generalistas que n\u00e3o sabem das doen\u00e7as e tratamentos espec\u00edficos\u201d, diz.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"justify\"><span style=\"font-family: Tahoma\"><span style=\"font-size: large\"><span style=\"color: #000000\">Apesar do alto \u00edndice, os baianos diminu\u00edram a taxa em quase tr\u00eas vezes nos \u00faltimos 23 anos, seguindo uma tend\u00eancia nacional. Em 2000, o estado era o 6\u00ba no ranking, com 40,8 mortes de crian\u00e7as com menos de um ano a cada mil nascimentos. A mudan\u00e7a positiva ocorreu no Brasil todo, que tinha uma m\u00e9dia de 28,1 \u00f3bitos.<\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bahia possui a 9\u00aa maior taxa de mortalidade infantil do Brasil, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Segundo o levantamento divulgado nesta sexta-feira (29), em 2023, a cada mil nascimentos, cerca de 14,5 crian\u00e7as com menos de 1 ano de idade foram a \u00f3bito no estado. 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