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Evangélicos entram em campo para ajudar Mendonça no Senado
Advogado-geral da União já conversou com mais de 50 parlamentares para tentar contornar resistências à sua indicação

Lideranças evangélicas decidiram entrar em campo para ajudar o advogado-geral da União, André Mendonça, a diminuir a resistência no Senado a sua provável indicação para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Jair Bolsonaro já informou a auxiliares que pretende escolher o chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) para a vaga aberta neste mês com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello. Enquanto Mendonça segue a peregrinação por votos em um colégio eleitoral de 81 senadores, aliados do ministro têm atuado nos bastidores para ajudá-lo, mapeando a proporção de evangélicos nos Estados de cada um dos senadores. A estratégia é uma forma de convencer os parlamentares a acolher a indicação de Mendonça — e de lembrar o peso do voto evangélico nas eleições de 2022.
Desde que Bolsonaro passou a dar sinais mais precisos sobre a cadeira do STF, Mendonça tem intensificado o corpo a corpo nos corredores do Congresso — na última quarta-feira, se encontrou pessoalmente com Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE). O ministro tem ido praticamente todos os dias ao Senado, onde conta com o apoio da base do governo especialmente da bancada do PL, que está na linha de frente pelo seu nome. Mendonça já conversou com 50 senadores, mas até agora não teve um encontro presencial com o presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), considerado pelo governo o principal foco de resistência. “Se ele não resolver com o Davi, a vida não será fácil”, diz um ministro do STF. Mendonça e Alcolumbre apenas conversaram por telefone, há cerca de um mês.
































