Política
DATAFOLHA ACENDE SINAL DE ALERTA NO PLANALTO: REPROVAÇÃO DE INÁCIO SEGUE SUPERIOR À APROVAÇÃO
Pesquisa reforça percepção de desgaste da gestão federal e evidencia dificuldades do governo em apresentar agendas capazes de entusiasmar novos segmentos do eleitorado.

A nova pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (20) reforça um cenário de dificuldades para o presidente Inácio na caminhada rumo às eleições de 2026. O levantamento mostra que 38% dos brasileiros avaliam o governo como ruim ou péssimo, enquanto apenas 32% classificam a gestão como ótima ou boa. Outros 29% consideram o governo regular.
Embora os números indiquem estabilidade em relação às pesquisas anteriores, o dado que chama atenção é a manutenção de uma avaliação negativa superior à positiva, situação que continua representando um desafio para o Palácio do Planalto.
Para observadores da cena política, o resultado demonstra que uma parcela significativa da população permanece insatisfeita com os rumos da administração federal, especialmente em temas ligados ao custo de vida, economia, segurança pública e geração de oportunidades.
Outro aspecto relevante é que o presidente chega ao processo eleitoral carregando o desgaste natural de uma longa trajetória política. Após décadas ocupando espaço central na política nacional, Lula enfrenta o desafio de convencer o eleitorado de que ainda representa a melhor alternativa para o futuro do país.
O cenário revelado pelo Datafolha indica que a disputa presidencial de 2026 tende a ser uma das mais competitivas dos últimos anos. Mesmo mantendo força eleitoral e presença nacional, o presidente precisará ampliar sua capacidade de diálogo com setores que hoje demonstram insatisfação com o governo.
Os números da pesquisa mostram que a corrida eleitoral está longe de estar definida. Mais do que nunca, o governo terá de responder às demandas da população e apresentar resultados concretos para reverter a resistência identificada pelo levantamento.
A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em 139 municípios brasileiros nos dias 17 e 18 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

































